No mês das mães, a sociedade reserva um dia para celebrar o valor de quem constrói, diariamente, parte essencial da história de cada pessoa.

Sabemos que, hoje, muitos pais estão mais presentes, participativos e envolvidos na criação dos filhos — e isso é lindo e necessário. Mas existe algo na maternidade que parece ocupar um lugar muito particular no coração de uma criança.

Quando adoece, muitas vezes é pela mãe que ela chama.
Quando se machuca, é o beijo da mãe que parece sarar.
No trabalho da escola, é a mãe que ajuda.
No desentendimento com o pai, é a mãe que intermedia.
Quando precisa de colo, é o colo da mãe que acolhe.
Quando as notas preocupam, é a mãe que conversa, orienta e apoia.

São tantas situações do cotidiano em que a mãe se torna porto seguro, resposta, cuidado e presença.

Mas a maternidade também tem seus desafios silenciosos.

Um dia, os filhos crescem. Passam a precisar menos da nossa ajuda, começam a fazer suas próprias escolhas, enfrentam seus próprios desconfortos e, aos poucos, vão aprendendo a caminhar com mais autonomia.

E o coração da mãe aperta.

Aperta quando eles ficam sentidos porque vamos viajar sem eles. Aperta quando percebemos que eles precisam lidar com pequenas frustrações. Aperta quando entendemos que amar também é permitir que cresçam, que amadureçam e que descubram o mundo para além do nosso colo.

Porque o mundo real não tem amor de mãe o tempo inteiro.

E talvez, por isso, experimentar o mundo também seja importante. Não para sofrer, mas para aprender. Não para se afastar, mas para amadurecer. Não para deixar de precisar da mãe, mas para reconhecer ainda mais o valor desse amor.

Neste Dia das Mães, fica uma reflexão simples e profunda: se você ainda tem sua mãe presente neste plano — ligando, cobrando, aconselhando, reclamando, cuidando, insistindo, sendo doce ou sendo “chata” do jeito dela — aproveite.

Escute mais. Abrace mais. Responda com mais carinho. Esteja presente.

Porque o tempo é curto.
E o amor de mãe, mesmo quando parece rotina, é uma das maiores preciosidades da vida.

 

 

Marina Pinho

Casa Ludare
Brincar é aprender com afeto.